Hoje

O dia tem tantas horas como a noite. Há algo de muito curioso nisto. Algo bom. Começa a primavera. Mais ou menos tímida. Mas começa agora mesmo. 16.57.

Era só isso.

Lágrimas ocultas


Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca

Vida de estudante

Todo o santo dia passo minutos, horas, a mentalizar-me que à noite revejo a matéria, sobretudo das aulas que não fui. Chega a noite, chego do treino, fazer o jantar é uma sorte, o sofá é tão bom, matéria nem sai da pasta. Um vivas a mim. Quem é que eu acho que vou ser mesmo??

Paz


É bom estar em paz. É bom guardar este sentimento. Pode vir a ser preciso. Para já espero que dure, o que for será. Descobrindo truques para que neste alvoroço que pode ser a minha cabeça conseguir sobreviver tranquilamente.