Just ride

Há tanta coisa

Tanta coisa que não faz sentido. Vivemos presos a ideias e manias de que um dia isto e aquilo e se sim e se não e se fica bem ou fica mal. E para quê, pergunto eu. Um dia morremos e pronto, um dia que pode ser amanhã ou daqui a 40 anos. E para quê. Não era melhor vivermos felizes e despidos de preconceitos? Será que uma vez alapados a nós é possível descolá-los e viver uma vida mais leve e livre? Honestamente sinto que não pertenço a lado algum, hoje sou daqui, amanhã posso ser dali, ou não. Mas quero poder escolher. Hoje quero isto amanhã quero o mundo, sou curiosa e odeio sentir-me presa e claustrofóbica. E isto em nada se cuaduna com uma vida pacata e tradicional, no sentido de família. Ando-me a enganar? Não. Gosto da minha vida. Mas gosto de me sentir livre. Sou egoísta? Não acredito nisso, não prendo nada nem ninguém. Também não gosto de me sentir presa. E agora? No outro dia falavam de uma amiga que parecia viver sempre insatisfeita, sempre a querer viver mais e diferente. Simpatizo. É difícil viver assim. Entre o bom que é a estabilidade que os anos nos dão e a vontade de largar tudo outra e outra vez e percorrer o mundo. Eu sei, o ser humano é assim mesmo, mas há uns de nós que têm um conflito interior maior e como é difícil calar essa voz!

Precisa-se de um milagre

Quarta-feira exame de estatísta. Não entra uma informação que seja. Estou a desesperar, literalmente, acho que pela primeira vez em anos (com um exame).

Adoro visitas!

Sou daquelas pessoas que saiu da cidade onde passou a adolescência e parte da pós adolescência mas que apesar de serem só 300km pouco vai a casa. Por esta ou aquela razão, que agora não interessa. Acho que devia ir mais, tenho saudades de família e amigas, mas não vou, há sempre qualquer coisa por cá. Mas ontem tive visita, uma amiga que veio em trabalho, e deu para jantarmos ao pé da praia, com um fim de tarde maravilhoso e um pôr do sol lindíssimo. Pôr a conversa em dia foi a melhor parte, matar saudades, e no fundo parecia que nos vemos todos os dias. É tão bom! Verdadeiras amizades são assim mesmo. Tenho pena de ter tão poucas visitas, mas é mesmo assim, eu vou pouco, é óbvio que hão de vir menos ainda. Por isso cada mimo, cada momentos destes é aproveitado com tudo o que posso!