coisas que não entendo

a iniciativa é de louvar. criar um espaço alternativo onde se possa deixar as crianças é algo que muitos pais certamente agradecem. principalmente em locais em que, aparentemente, quem lá vive tem menos possiilidades. permitir que as crianças ao invés de estarem na rua sabe-se lá a fazer o quê, sabe-se lá com quem, estejam num local com adultos - suponho que responsáveis - onde podem estudar, criar, aprender matérias novas, perspectivas novas, desenvolver capacidades é excelente. mas só porque se tem uma ideia excelente que até pode agradar a alguns não significa que vale tudo, na minha opinião. existem regras, leis e burocracias, que por mais que não gostemos e não concordemos têm, ou devem,  ser cumpridas. por outro lado só porque se tem o poder, também não quer dizer que se possa abusar dele. se há um projecto de carácter social a implementar no local, porque não tentar juntar os dois? se havia possibilidade de adiar o despejo pelo menos até junho, altura em que o ano lectivo acaba,  porquê fazê-lo já e deixar os pais sem alternativa? porque não tentar ganhar algum tempo e com esse tempo "negociar" um espaço novo, um acordo entre as partes? não sei.. podem ser só ideias da "alice no país das maravilhas", no entanto penso que é de lamentar de parte a parte uma serie de acções. principalmente quando se trata de um serviço comunitário que lida com crianças. não são estes os exemplos a dar. não são estes os exemplos a transmitir.

1 comentário:

Manuel Jorge Marques disse...

Concordo, sou da mesma opinião. Acho que o Rui Rio mandou um bruto tiro no pé (eu até não o tinha em demasiada má conta até este episódio, apesar de não viver no Porto e nunca ter votado numa autárquica lá...), mas o que é certo é que tanto de um lado como de outro a coisa não funcionou. E quem perde são os miúdos... triste!